Fast-food: teor de sal varia bastante entre os vários países

Estudo publicado no “Canadian Medical Association Journal”

19 abril 2012
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Os níveis de sal variam, significativamente, na comida fast-food comercializada por seis das maiores empresas doramo, o que sugere que as questões técnicas, muitas citadas como barreiras para a redução de sal, não são de facto um verdadeiro problema, sugere um estudo publicado no “Canadian Medical Association Journal”.

 

O elevado consumo de sal tem sido associado a um aumento da pressão arterial e a outros efeitos adversos para a saúde. As estimativas mostram que a redução da ingestão de sal pode resultar numa diminuição significativa do número de mortes. Vários países, como o Reino Unido, Irlanda, Finlândia, Japão e outros, têm feito esforços para reduzir o consumo de sal, e têm sido bem-sucedidos. Contudo, muitas empresas do ramo alimentar apontam as questões técnicas de processamento de alimentos como obstáculos para redução do teor de sal, afirmando que são necessárias novas tecnologias e processos para produzir produtos com menos sal.

 

Para este estudo os investigadores da Austrália, Canadá, França, Nova Zelândia, Reino Unido e EUA, analisaram o teor de sal de 2.124 produtos alimentares de seis empresas, as quais incluíram Burger King,Domino's Pizza, Kentucky Fried Chicken, McDonalds, Pizza Hut e Subway. Esta equipa internacional de investigadores analisou produtos alimentares presentes nos hamburgers, nos produtos alimentares que contêm frango, nas pizzas, saladas, sandes, batatas fritas e nos alimntos de pequenos-almoços.

 

O estudo revelou que o teor de sal presente em produtos alimentares semelhantes variava significativamente entre os países. Os investigadores verificaram que o teor de sal da fast-food vendida no Reino Unido e França era menor, do que a disponibilizada no Canadá e nos EUA. No Canadá, os Chicken McNuggets do McDonald contêm 600 mg de sódio (1,5 g de sal) por 100 g de porção, em comparação com os 240 mg de sódio (0,6 g de sal) por 100 g de porção no Reino Unido.

 

“Verificámos que havia uma grande variabilidade no teor de sal dos produtos comercializados pelas principais empresas de fast food”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Norman Campbell.

 

“As empresas Canadianas afirmam que estão a trabalhar na redução do sal, mas o elevado teor de sódio encontrado nos produtos alimentares indica que este tipo de esforço não está a resultar. Estes elevados níveis indicam que há falhas no atual governo, que deixa a redução de sal apenas nas mãos das indústrias”, acrescentou o investigador.

 

De acordo com os autores do estudo, esta poderá ser uma oportunidade para ampliar a reformulação de produtos que contêm baixo teor de sal, uma alteração que pode ser introduzida ao longo de vários anos, para minimizar a reação dos consumidores.

 

Assim, os investigadores concluem que a redução do teor de sal na fast-food parece ser tecnicamente praticável e poderá representar grandes benefícios para a saúde da população.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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