Fármacos antiúlcera não aumentam risco de Alzheimer

Estudo publicado na revista “American Journal of Gastroenterology”

09 agosto 2017
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Um estudo recente indicou que o uso de inibidores da bomba de protões não faz aumentar o risco da doença de Alzheimer.
 
Efetuado por uma equipa da Universidade da Finlândia Oriental, Finlândia, o estudo surgiu na sequência de outras investigações que tinham indicado uma associação entre os inibidores da bomba de protões, que são fármacos bastante usados pelas pessoas mais idosas no tratamento de úlceras, e um aumento no risco da demência.
 
Os investigadores deste estudo não confirmaram aquela associação, pelo menos no que concerne a doença de Alzheimer que é a forma mais comum de demência.
 
Para o estudo, a equipa contou com a participação de 70.718 pessoas finlandesas, com a doença de Alzheimer, e com 282.862 pessoas sem a doença, que constituíram o grupo de controlo. 
 
A comparação estabelecida entre os dois grupos demonstrou que o uso de inibidores da bomba de protões não estava associado a um maior risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer, e nem sequer com o uso de longa duração daqueles fármacos, ou seja, por mais de três anos.
 
Adicionalmente, não foi evidenciado um maior risco da doença em quem tomava doses mais elevadas de inibidores da bomba de protões. Os investigadores concluem assim que não existe necessidade de evitar o uso daqueles fármacos por receio de se desenvolver Alzheimer. 
 
No entanto, o uso de longa duração dos inibidores da bomba de protões deve ser cuidadosamente ponderado pois estes fármacos foram associados a uma diminuição na absorção do cálcio e da vitamina B12, bem como a infeções intestinais graves. 
 
Um outro estudo conduzido pela mesma equipa de investigadores tinha demonstrado que mais de um terço das pessoas de idade mais avançada usam inibidores da bomba de protões. O uso de longa duração destes fármacos foi observado com maior incidência nos doentes de Alzheimer (20% dos doentes) do que nos indivíduos que não tinham a doença (18%). 
 
Até à data, não se descobriu ainda a causa subjacente à doença de Alzheimer. No entanto, o processo da doença demora vários anos antes da mesma ser diagnosticada, sendo assim importante alterar ou evitar fatores de risco da doença como certos medicamentos. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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