Fármacos anti-hipertensivos poderão reduzir risco de demência

Estudo publicado na revista “Journal of Alzheimer's Disease”

06 junho 2019
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Um estudo evidenciou uma associação entre o uso de fármacos anti-hipertensivos e um menor risco de demência em pessoas de idade mais avançada.
 
“Após outro retrocesso para a estratégia anto-amiloide, a prevenção da demência está a tornar-se cada vez mais uma área de interesse”, explicou Jens Bohlken, investigador envolvido no estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Leipig, Alemanha.
 
O propósito do presente estudo foi precisamente “encontrar terapia existentes que estejam associadas a uma redução no risco de demência ou pelo menos a uma extensão do tempo até ao início da demência”, fundamentou o investigador.
 
Para a sua investigação, Jens Bohlken e colegas analisaram dados sobre 12.405 pacientes com 60 anos ou mais de idade (com uma mediana de idades de 80,6 anos), com demência e com hipertensão, de 739 centros de saúde na Alemanha. Os pacientes foram comparados com outros 12.405 pacientes sem demência.
 
A equipa analisou o uso de bloqueadores do recetor de angiotensina II, de inibidores da ECA, bloqueadores dos canais de cálcio e bloqueadores beta sobre a incidência da demência.
 
Foi apurado que o uso daqueles fármacos anti-hipertensivos estava associado a uma redução na incidência de demência. Em pacientes tratados com bloqueadores dos canais de cálcio, o aumento da duração do tratamento fez diminuir a incidência de demência.
 
“A terapia anti-hipertensiva por si só não pode garantir que a demência nunca irá ocorrer”, disse Karel Kostev, autor correspondente do estudo. “Contudo, estes achados realçam a importância da prescrição de fármacos anti-hipertensivos no contexto de prevenir o declínio cognitivo associado à hipertensão”, rematou o investigador. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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