Fármaco prolonga a vida de pacientes com melanoma avançado

Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”

08 junho 2011
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Pacientes com melanoma metastático positivo tratados com um fármaco experimental desenvolvido pela Roche e pela Daiichi Sankyo apresentaram 63% menos probabilidade de morrer do que pacientes que receberam quimioterapia, aponta um comunicado de imprensa emitido pela Roche.

 

O estudo foi também publicado no “New England Journal of Medicine” e apresentado na reunião anual da American Society of Clinical Oncology.

 

O fármaco, vemurafenib, foi desenvolvido para ser administrado em pacientes com tumores com uma mutação num gene conhecido como BRAF. Cerca de metade dos melanomas - a forma mais letal do cancro da pele - apresenta esta alteração genética.

 

Segundo o estudo, o vemurafenib também reduziu significativamente o risco de a doença piorar em 74% dos pacientes que o receberam. O perfil de segurança do vemurafenib foi também consistente com estudos clínicos anteriores.

 

Para o líder da investigador, Paul Chapman, do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, EUA,  os dados, representam "realmente um grande passo para o tratamento personalizado deste tipo de melanoma”.  

 

Participaram no estudo clínico (de fase III) 675 pacientes com um melanoma metastático não atendido anteriormente e portadores de mutações do gene BRAF. Metade dos pacientes foi tratado com o vemurafenib (duas vezes ao dia por via oral) e a outra metade, com quimioterapia convencional, a dacarbazina intravenosa a cada três semanas.

 

Seis meses após o tratamento, 84% dos pacientes que receberam o composto experimental estavam vivos, comparados a 64% dos pacientes que receberam dacarbazina. Além disso, 48,4% dos pacientes que receberam vemurafenib obtiveram uma redução do tumor, contra 5,5% dos pacientes que receberam quimioterapia.

 

Uma análise adicional sugere ainda que a sobrevivência média geral foi de 10,5 meses no grupo vemurafenib e 7,75 meses e grupo de quimioterapia, respectivamente, ante uma estimativa anterior de 9,23 meses e 7,75 meses, respectivamente.

 

Este é o segundo fármaco que mostra eficácia para melhorar a sobrevida em pacientes com melanoma. O primeiro, o ipilimumb, foi aprovado em Março para pacientes com melanoma inoperável ou metastático.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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