Fármaco preserva melhor rins doados e melhora taxa de sucesso do transplante

Estudo publicado na revista “Annals of Surgery”

14 fevereiro 2020
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Investigadores norte-americanos descobriram um fármaco que ajuda a preservar melhor um órgão doado até ser transplantado.
 
O método desenvolvido poderá aumentar a quantidade e qualidade dos rins doados, salvando mais pessoas em último estádio de doença renal (falência renal).
 
A incidência de doença renal em último estádio duplicou nos EUA entre 1990 e 2016, sendo o único tratamento viável o transplante. Contudo, a procura excede a oferta.
 
O aumento de rins disponíveis para transplante permite salvar vidas: aumenta o tempo de vida dos doentes, melhora a sua qualidade de vida e diminui a necessidade de cuidados médicos.
 
O método de transplantação comum consiste em mergulhar o órgão numa solução conservante e gelo quando retirado do dador. Atualmente, os médicos optam por utilizar conjuntamente uma tecnologia que bombeia oxigénio e nutrientes para o órgão retirado.
 
Contudo, cerca de 20% dos rins não são adequados para esta técnica e acabam por se perder, pelo que a equipa de investigadores desenvolveu uma técnica que aperfeiçoa esta conservação.
 
Foi descoberto que o composto nitrato de etila, quando adicionado ao fluido de conservação, gera pequenas moléculas que regulam o transporte de oxigénio aos tecidos. Isto, por sua vez, repõe o fluxo e reduza resistência no órgão. 
 
Níveis de fluxo mais elevados e menos resistência estão associados a uma melhor função renal depois do transplante.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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