Fármaco para prevenir Alzheimer pode ser testado dentro de 6 anos

Projecto europeu

16 agosto 2011
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Um novo medicamento para prevenir o desenvolvimento da doença de Alzheimer pode começar a ser testado em pacientes dentro dos próximos 6 anos, de acordo com investigadores da Universidade de Lancaster, no Reino Unido.

 

A equipa, liderada por David Allsop, está a desenvolver nanopartículas capazes de atravessar a barreira sangue-cérebro e destruir as placas amilóides que se acumulam dando origem à doença de Alzheimer. Também estão a desenvolver um método de diagnóstico da doença antes que exista qualquer sintoma de perda de memória. "A pesquisa de laboratório é muito prometedora e se as expectativas forem alcançadas, os resultados podem ter um enorme impacto sobre o diagnóstico precoce e o tratamento desta doença altamente preocupante", referiu, em comunicado, o cientista.

 

"No momento, quando a doença é diagnosticada, o dano já está feito. As proteínas acumulam-se no cérebro como placas senis ou fibras que interferem com a função normal das células nervosas. Estamos a desenvolver tratamentos baseados na inibição da acumulação das proteínas e, deste modo, a doença pode ser tratada precocemente. Um fármaco para prevenir a doença de Alzheimer pode ser testado em seres humanos dentro de 5 a 6 anos”, adiantou o investigador.

 

A Universidade de Lancaster tem um financiamento de quase meio milhão de euros como parte do projecto de € 14,6 milhões da União Europeia chamado "As nanopartículas para a terapia e diagnóstico da doença de Alzheimer". Este projecto reúne cientistas de 18 outros centros de investigação europeus.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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