Fármaco para esclerose múltipla promissor na prevenção da insuficiência cardíaca

Estudo publicado na revista “Circulation: Heart Failure”

19 julho 2013
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Um fármaco já aprovado para o tratamento da esclerose múltipla mostrou-se promissor no tratamento da hipertrofia cardíaca, a qual conduz frequentemente à insuficiência cardíaca, dá conta um estudo publicado na revista “Circulation: Heart Failure”.
 

A hipertrofia cardíaca traduz-se no espessamento do músculo cardíaco obrigando o órgão a trabalhar mais para bombear o sangue. A hipertrofia cardíaca, que afeta uma em cada 500 pessoas, pode ser causada pela pressão arterial elevada ou pela herança de genes envolvidos no controlo da contração do coração.
 

Os investigadores acreditam que, se o espessamento do músculo cardíaco for abrandado, ou talvez revertido, a insuficiência cardíaca poderia ser precavida. Neste estudo os investigadores da Universidade de Illinois, nos EUA, focaram-se num composto, designado por FTY-720, o qual foi utilizado no desenvolvimento de um fármaco para tratamento da esclerose múltipla. Os investigadores referem que este composto mimetiza determinados lípidos que desempenham um papel importante no desenvolvimento da hipertrofia cardíaca.
 

Através da utilização de um modelo animal para a hipertrofia cardíaca, os investigadores constataram que o FTY-720 reduzia significativamente a massa cardíaca, a fibrose, ou o enrijecimento do músculo cardíaco, e melhorava a função cardíaca global.
 

O estudo também apurou que o composto diminuía a expressão de vários genes envolvidos na hipertrofia cardíaca. Verificou-se que o FTY-720 bloqueava a atividade de uma proteína envolvida no espessamento das células cardíacas. Quando esta proteína é bloqueada, o colagénio e outras proteínas envolvidas no espessamento são também reprimidos. Os investigadores explicam que o colagénio, uma proteína fibrosa encontrada entre as células do coração, faz com que o músculo do coração se torne rígido. Esta proteína é frequentemente encontrada em níveis elevados nos indivíduos com hipertrofia cardíaca.
 

"Quando o músculo cardíaco fica enrijecido, é necessário um maior esforço para que o coração relaxe e o sangue flua para os ventrículos, esta é assim uma outra forma da doença sobrecarregar o coração”, revelou em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, R. John Solaro.
 

O investigador conclui que o FTY-720 é uma potencial terapia para o tratamento desta doença e para a prevenção da insuficiência cardíaca, nos indivíduos onde a doença é adquirida em consequência, por exemplo, da pressão arterial elevada e possivelmente na hipertrofia herdada.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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