Fármaco para diabetes associado à pancreatite

Estudo publicado na revista “Diabetes”

11 maio 2009
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Um fármaco utilizado no tratamento da diabetes tipo 2 poderá ter efeitos indesejáveis no pâncreas, incluindo um aumento do risco de aparecimento de cancro, revela um estudo publicado na revista científica “Diabetes”.

 

O estudo realizado no Centro de Investigação Larry L. Hillblom Islet, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, revela que, após realização de experiências em ratos, os cientistas descobriram que o fármaco sitagliptin causava alterações no pâncreas reconhecidas como factores de risco no desenvolvimento de pancreatite e, a longo prazo, de cancro pancreático.

 

Os cientistas referem que o sitagliptin faz parte da nova classe de fármacos que aumentam a acção de uma hormona intestinal, conhecida por peptídeo-1 análogo do glucagon (GLP-1), que tem demonstrado ter efeito na redução do açúcar no sangue de pessoas com diabetes tipo 2.

 

Em declarações prestadas à United Press International, o líder da investigação, Peter Butler, alerta para o facto de que, como a “diabetes tipo 2 é uma doença crónica, os pacientes tomam frequentemente os mesmos fármacos ao longo de vários anos, pelo que qualquer efeito adverso poderá, ao longo do tempo, aumentar o risco do cancro do pâncreas”.

 

O investigador refere ainda que os efeitos indesejáveis deste fármaco poderão não ser detectados, a não ser que o pâncreas seja removido e examinado.

 

Os investigadores alertam para o facto de que os efeitos adversos provocados por este fármaco foram encontrados em ratos e que o mesmo poderá não ocorrer em humanos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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