Fármaco para a osteoporose reduz tamanho da massa tumoral no cancro oral

Estudo publicado no “Cancer Research”

20 dezembro 2010
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Um fármaco aprovado e utilizado no tratamento da osteoporose mostrou-se eficaz na redução da perda óssea e do tamanho da massa tumoral do cancro oral, dá conta um estudo publicado no “Cancer Research”.

 

De acordo com os investigadores da Ohio State University, EUA, este tratamento poderia ser utilizado como terapia complementar em pacientes com cancro da cabeça e do pescoço que causam erosão óssea.

 

O carcinoma de células escamosas da cavidade oral compreende cerca de 90% dos casos de tumores na boca. Dado que a boca é um espaço limitado, quando os tumores se desenvolvem na gengiva provocam perda óssea no maxilar. Por sua vez, a erosão óssea estimula o desenvolvimento do cancro. Os cientistas chamam a este fenómeno, que decorre em parte pela libertação de compostos que estimulam o desenvolvimento do cancro do osso, um ciclo vicioso que se apresenta neste e noutros tipos de cancro.

 

Assim, o objectivo deste estudo foi encontrar um meio de interromper este ciclo. Os investigadores utilizaram ratinhos, como modelo de estudo, que foram divididos em quatro grupos distintos: dois grupos sofriam de carcinoma de células escamosas da cavidade oral ao contrário dos outros dois. O tratamento com ácido zolendrónico, desenvolvido para inibir a reabsorção óssea, foi administrado nos dois grupos. Paralelamente foi também administrado um placebo aos restantes grupos de ratinhos quer apresentassem ou não o tumor.

 

O estudo revelou que os ratinhos tratados com o fármaco perderam duas vezes menos osso que os ratinhos não tratados. Esta retenção óssea, segundo os autores do estudo, pode ser em parte atribuída à capacidade do ácido zolendrónico reduzir o número de osteoclastos activados, células responsáveis pela reabsorção óssea. Foi também observado que após 28 dias da administração do fármaco, que os tumores tratados eram, em média, 14% mais pequenos que os tumores não tratados.

 

Os autores do estudo liderados por Thomas Rosol concluem que, embora o fármaco se tenha mostrado eficaz, são ainda necessários outros testes com animais e seres humanos para determinar a dose adequada bem como a sua segurança e eficácia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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