Fármaco para a artrite trata doença renal hereditária

Estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”

03 novembro 2011
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Cientistas da University of California Santa Barbara (UCSB), nos EUA, descobriram que os pacientes com uma doença renal hereditária podem ser ajudados com medicamento disponível no mercado para tratamento contra a artrite reumatóide. O estudo foi publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

 

Mais de 600 mil pessoas nos EUA e 12 milhões no mundo são afectadas pela doença renal hereditária conhecida como doença   poliquística renal autossómica dominante (ADPKD). A doença é caracterizada pela proliferação de milhares de quistos que debilitam os rins, causando insuficiência renal em metade dos pacientes quando atingem os 50 anos de idade. A ADPKD é uma das principais causas de insuficiência renal nos EUA.

 

"Actualmente não existe nenhum tratamento para prevenir ou retardar a formação dos quistos, e a maioria dos pacientes com ADPKD necessitam de transplantes de rim ou de diálise ao longo da vida para sobreviverem", disse Thomas Weimbs, director do laboratório da UCSB.

 

Um trabalho recente do mesmo laboratório revelou uma diferença fundamental entre os quistos nos rins e o do tecido renal normal. Verificaram que a via de sinalização STAT6 - que se pensava ser nomeadamente activada em resposta à produção de citoquinas secretadas por células do sistema imunológico - é activada nos quistos dos rins, enquanto está adormecida nos rins normais. As células do rim com quistos activam continuamente esta via, levando à proliferação excessiva e ao crescimento do quisto na ADPKD.

 

O fármaco leflunomida, que é clinicamente aprovado para tratamento da artrite reumatóide, demonstrou previamente inibir a via STAT6 nas células. A equipa de Weimbs verificou que o leflunomide também é altamente eficaz na redução do crescimento do quisto renal num modelo de rato com ADPKD.

 

"Estes resultados sugerem que a via STAT6 é um alvo terapêutico promissor para possíveis terapias farmacológicas para a ADPKD. Esta possibilidade é particularmente interessante porque os fármacos que inibem a via STAT6 já existem, ou estão em desenvolvimento activo", disse Weimbs.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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