Fármaco mostra-se eficaz contra o autismo

Estudo da Mount Sinai Medical Center

16 junho 2010
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Cientistas da Mount Sinai Medical Center, em Nova Iorque, identificaram um fármaco que mostrou ter um efeito terapêutico, ao melhorar a comunicação entre as células nervosas de um modelo do rato com a Síndrome Phelan-McDermid (PMS).

 

Os sintomas de PMS enquadram-se na categoria das perturbações do espectro autista.

 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que a mutação de um gene, denominado por SHANK3, que é expresso nas células do cérebro podia provocar atrasos graves na capacidade da fala, ou mesmo ausência dessa capacidade, deficiência mental e autismo.

 

Neste estudo, a equipa liderada por Joseph Buxbaum desenvolveram ratinhos que apresentavam a mutação no gene SHANK3 e verificou que existia um lapso na comunicação entre as células nervosas do cérebro que podia conduzir a problemas na aprendizagem. Essa falha de comunicação indica que as células nervosas não se desenvolveram da forma adequada.

 

Na segunda fase da experiência, a equipa injectou nos roedores um derivado de um composto semelhante à insulina, denominado “factor de crescimento 1” (IGF1), utilizado para tratar a deficiência de crescimento nas crianças.

 

Duas semanas após o início do tratamento, os cientistas verificaram que a comunicação entre as células nervosas era normal e que a adaptação das células nervosas à estimulação, uma parte essencial da aprendizagem e da memória, tinha sido reparada.

 

"O resultado do tratamento com IGF1 nestes ratos é animador e abre caminho para uma nova terapia para as pessoas com PMS", afirmou à EurekAlert o líder da investigação.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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