Fármaco mostra eficácia no aumento da sobrevida de doentes com síndromes mielodisplásicas

Estudo publicado na “Lancet Oncology”

06 março 2009
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No tratamento das síndromes mielodisplásicas (SMD) de risco intermédio-2 e de alto risco, o fármaco azacitidina demonstrou, quando comparado com os regimes terapêuticos convencionais, um prolongamento significativo da esperança de vida global.
 

As síndromes mielodisplásicas são um grupo de doenças hematológicas que afectam cerca de 300 mil pessoas em todo o mundo.

 

De acordo com o artigo publicado na revista “Lancet Oncology”, trata-se do maior estudo aleatorizado de fase III até hoje realizado em doentes com SMD.

 

De acordo com os dados, a mediana de sobrevida global nos doentes tratados com azacitidina foi de 24,5 meses, comparativamente com os 15 meses para os doentes que foram objecto das terapêuticas convencionais.

 

O mesmo estudo demonstrou ainda que as taxas de sobrevida aos dois anos quase duplicaram, com 50,8% para os doentes medicados com azacitidina versus 26,2% para os doentes sujeitos às terapêuticas convencionais. O prolongamento da sobrevida verificou-se em todos os subgrupos relevantes de doentes, inclusive nos indivíduos com mais de 65 anos e nos que apresentavam alterações citogenéticas de mau prognóstico.

 

O trabalho também demonstrou que 34% dos doentes com leucemia mielóide aguda experimentaram também um benefício significativo de sobrevida.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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