Fármaco diminui para metade efeitos secundários graves dos transplantes

Estudo publicado na revista “The Lancet Oncology”

06 dezembro 2013
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Investigadores americanos identificaram uma nova classe de fármacos que reduz o risco do pacientes desenvolverem um efeito adverso grave, e muitas vezes mortal, descorrente de um transplante de medula, dá conta um estudo publicado na revista “The Lancet Oncology”.
 

A doença do enxerto contra o hospedeiro (GVHD, sigla em inglês), na qual as células do dador começam a atacar as do hospedeiro, é a complicação mais grave após a realização de um transplante. As atuais estratégias de prevenção para esta condição permaneceram inalteradas ao longo dos últimos 20 anos. Contudo, os resultados deste novo estudo levado a cabo pelos investigadores do Comprehensive Cancer Center da Universidade de Michigan, nos EUA, podem fornecer uma nova e potencial forma de impedir o desenvolvimento desta condição.
 

O vorinostat é um fármaco aprovado pela Food and Drug Administration, nos EUA, para o tratamento de determinados tipos de cancro. Os investigadores, liderados por Pavan Reddy, constataram que este fármaco apresenta também propriedades anti-inflamatórias, tendo assim colocado a hipótese de que este poderia ser útil na prevenção da doença do enxerto contra o hospedeiro.
 

Neste estudo, os investigadores contaram com a participação de 61 adultos que tinham sofrido um transplante de medula óssea com células doadas por um familiar. Aos pacientes foi administrado o tratamento habitual, de forma a impedir o desenvolvimento da doença do enxerto contra o hospedeiro, bem como o vorinostat. A toma deste último fármaco mostrou ser segura e tolerável por esta população vulnerável e os efeitos adversos foram controláveis.
 

Apenas 22% dos pacientes submetidos à combinação dos tratamentos desenvolveu a doença, comparativamente com os 42% dos pacientes que desenvolvem tipicamente esta condição com o tratamento habitual.
 

“Esta é uma abordagem completamente nova para a prevenção da doença do enxerto contra o hospedeiro. O vorinostat combina o efeito anticancerígeno com o anti-inflamatório, o que faz dele um fármaco de eleição não para a prevenção da doença do enxerto contra o hospedeiro”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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