Fármaco dado a grávidas em ameaça de parto conduz a dependência nos filhos

Estudo realizado com ratinhos pela Universidade do Minho

09 novembro 2011
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Os ratinhos expostos antes do nascimento a uma substância dada frequentemente a grávidas revelam maior propensão para a adição em adultos, contudo, esse comportamento é reversível através de a administração de outro fármaco, revela um estudo da Universidade do Minho.

 

A equipa de cientistas, liderada por Ana João Rodrigues e Nuno Sousa, avaliou "as consequências da administração de glucocorticóides (hormonas de stress), tipicamente administradas em situação de ameaça de parto pré-termo em grávidas, num modelo animal (ratos)", explicaram os cientistas citados pela agência Lusa.

 

Os glucocorticóides são administrados a grávidas nos casos em que há risco de parto pré-termo, já que um dos principais problemas é a falta de maturidade pulmonar do feto e estes medicamentos aumentam a maturidade pulmonar. Entre 5 e 10% das gravidezes correm risco de ameaça pré-termo.

 

Ao procurar os mecanismos cerebrais que contribuem para esta propensão, os investigadores verificaram que havia áreas do cérebro que tinham alterações, que os níveis de dopamina no circuito cerebral ligado ao prazer estavam diminuídos nestes animais e que os receptores que sinalizam o aumento de dopamina estavam aumentados. Ou seja: "aqueles comportamentos, que naqueles animais levavam à propensão para o consumo de substâncias aditivas, estavam relacionados com as alterações da estrutura e da função cerebral".

 

Tentaram então administrar um tratamento com um fármaco, usado por exemplo em doentes com Parkinson, para aumentar a dopamina (neurotransmissor que actua no cérebro promovendo, entre outros efeitos, a sensação de prazer) e verificaram que era possível reverter estas alterações comportamentais, estruturais e neuroquímicas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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