Fármaco da psoríase mostra-se promissor na diabetes tipo 1

Estudo publicado na “The Lancet Diabetes and Endocrinology”

25 setembro 2013
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Um fármaco previamente utilizado no tratamento da psoríase mostrou efeitos promissores no tratamento da diabetes tipo 1, dá conta um estudo publicado na revista “The Lancet Diabetes and Endocrinology”.
 

Estudos anteriores já tinham explorado a utilização de fármacos imunossupressores no tratamento de diabetes tipo 1. Contudo, a utilização deste tipo de terapia apresentou a longo prazo mais riscos que benefícios.
 

Recentemente foram desenvolvidos fármacos imunossupressores capazes de ter por alvo células específicas que despoletam as doenças autoimunes. Este é o caso do Alefacept que ataca especificamente os linfócitos T, incluindo as células T de memória efetora (Tem) e as de memória central (Tcm).
 

Uma vez que a diabetes tipo 1 envolve o ataque deste tipo de linfócitos às células produtoras de insulina, os investigadores da Universidade de Indiana e do Hospital de Pediatríco de Riley, nos EUA, decidiram averiguar o efeito deste fármaco em pacientes que tinham recentemente sido diagnosticados com a doença.
 

Para o estudo, os investigadores contaram com a participação de 49 pacientes, 33 dos quais foram semanalmente injetados com Alefacept, ao longo de 12 semanas. Seguiram-se 12 semanas de descanso e mais 12 de tratamento. Os restantes participantes receberam um placebo com os mesmos padrões de administração.
 

O estudo apurou que não houve diferença na forma como o pâncreas foi capaz de secretar insulina, duas horas após a ingestão de alimentos. Contudo, quatro horas após a sua ingestão, foi verificado que o grupo ao qual foi administrado Alefacept mostrou uma secreção conservada da insulina, comparativamente com o grupo de controlo que apresentou uma diminuição nos níveis desta hormona.
 

Os pacientes que foram tratados com Alefacept também tiveram menos episódios de hipoglicemia (níveis baixos de glucose) que são comuns nos indivíduos que necessitam de injeções de insulina.
 

Estes resultados sugerem que o Alefacept preserva a capacidade do organismo produzir a sua própria insulina. Os investigadores também referiram que o fármaco era capaz de conferir proteção contra as doenças provocadas pelas células Tem e células Tcm, sem afetar os linfócitos T reguladores.
 

Os autores do estudo concluem que a ação seletiva que o Alefacept tem no sistema imunológico pode ajudar a melhorar a eficácia dos fármacos conhecidos por induzir uma supressão imune geral.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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