Fármaco da diabetes pode combater doença hepática

Estudo publicado “The Lancet”

25 novembro 2015
  |  Partilhar:
Investigadores do Reino Unido demonstraram que um fármaco utilizado no tratamento da diabetes tipo 2 pode ser eficaz na eliminação da esteatose hepática não alcoólica, também conhecida por doença do fígado gordo não alcoólica, dá conta um estudo publicado na revista “The Lancet”.
 
Na opinião dos investigadores da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, estes resultados sugerem a possibilidade de novas terapias para os pacientes com esteatose hepática não alcoólica, para a qual ainda não existe tratamento licenciado. 
 
Este é o primeiro estudo que avaliou o efeito do liraglutido no tratamento da doença. Verificou-se que após 48 semanas de tratamento quatro em 10 pacientes não apresentavam evidência de esteatose hepática não alcoólica no fígado. Este efeito foi muito maior do que o observado nos pacientes aos quais foi administrado um placebo, um em 10.
 
O estudo apurou também que os pacientes tratados com liraglutido apresentaram uma maior perda de peso, mais de 5 kg, enquanto estavam a receber a medicação.
 
O liraglutido, atualmente licenciado para o tratamento da diabetes tipo 2, é administrado sob a forma de injeção pelo próprio paciente, podendo ser administrado em casa.
 
A esteatose hepática não alcoólica descreve uma ampla gama de condições causadas pela acumulação de gordura dentro das células do fígado em pessoas que não bebem álcool ou que bebem em pequenas quantidades. Esta condição afeta habitualmente indivíduos com excesso de peso ou obesos e é a doença do fígado mais comum nos países desenvolvidos, afetando aproximadamente 20% da população dos Estados Unidos e 25 a 30% das pessoas no Reino Unido.
 
A esteatose hepática não alcoólica pode, em última instância, aumentar o risco de insuficiência hepática total, o que significa que é necessário um transplante. Contudo, se esta condição não for diagnosticada pode conduzir à morte. A esteatose hepática é considerada uma espécie de "assassina silenciosa" uma vez que a maioria das pessoas sente-se bem e desconhece que tem um problema de fígado, até a doença estar num estadio avançado.
 
“Uma vez que não existem tratamentos licenciados disponíveis para a esteatose não alcoólica, há uma grande necessidade clínica. Está a tornar-se cada vez mais importante encontrarmos um tratamento uma vez que ocorrência de doença continua a crescer, de mãos dadas com a obesidade”, conclui o líder do estudo, Philip Newsome.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.