Fármaco contra parto prematuro pode ter efeito oposto

Estudo constata que metronidazol antecipa nascimento

26 janeiro 2006
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Investigadores britânicos afirmam que a metronidazol, um antibiótico, receitado para mulheres grávidas que correm risco de dar à luz bebés prematuros, pode ter o efeito contrário e antecipar o nascimento.
 

 

A conclusão baseou-se num estudo efectuado pela Tommy, uma ONG britânica que se dedica ao estudo da saúde infantil, o qual foi realizado com 900 mulheres.
 

 

De acordo com o estudo, divulgado na revista especializada International Journal of Obstetrics and Gynaecology, a metronidazol dobra o risco de ter um parto adiantado. Mas os médicos ressalvam que é preciso ter em conta o facto de o fármaco reduzir o risco do bebé vir a sofrer infecções.
 

 

As mulheres que participaram no trabalho estavam na 23ª ou 24ª semana de gravidez e corriam o risco de um parto prematuro. As voluntárias foram divididas em dois grupos – num, as pacientes receberam a metronidazol durante uma semana, e no outro, comprimidos de placebo. A conclusão foi que, não só o fármaco não ajuda a prevenir o parto prematuro, como ainda pode torná-lo mais provável.
 

 

Apenas 39% das mulheres que tomaram placebo tiveram o parto antes da data apontada pelos médicos, no outro grupo, a percentagem foi de 62%.
 

Os cientistas acreditam que a metronidazol possa estar a conduzir a uma maior incidência de nascimentos precoces em mulheres com gravidez de alto risco. O fármaco é normalmente prescrito para combater casos de vaginite bacteriana, uma condição que pode levar a partos antes do tempo.
 

 

MNI- Médicos Na Internet
 

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