Fármaco consegue remissão parcial ou completa do linfoma de Hodgkin

Estudo publicado no “New England Journal de Medicine”

12 novembro 2010
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Um anticorpo, acoplado com um agente anti-tumoral, foi capaz de produzir remissão completa ou parcial em 38% dos pacientes com linfoma de Hodgkin reincidente ou resistente à terapia, revela um estudo publicado no “New England Journal de Medicine”.

 

"Esse nível de resposta de um fármaco é impressionante para um ensaio de Fase I", disse, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Anas Younes, da Universidade do Texas, EUA, acrescentando que “estes resultados encorajadores estão a ser confirmados num grande ensaio clínico de fase II, cujos resultados deverão ser publicados até o final deste ano".

 

O Brentuximab vedotin (SGN-35), o fármaco usado no estudo clínico, consiste num anticorpo que tem como alvo uma proteína da superfície celular, CD30, associada a uma substância que bloqueia uma classe de proteínas cruciais para a divisão celular. A CD30 é expressa no linfoma de Hodgkin e no linfoma anaplásico de grandes células.

 

Para o estudo, participaram 45 pacientes: 42 com linfoma de Hodgkin, dois com linfoma anaplásico de grandes células e um com linfoma de células T angio-imunoblástico.  Todos tinham sido submetidos, em média, a três fases de quimioterapia e 73% tinham recebido transplante de células estaminais do sangue. Os investigadores determinaram a dose máxima tolerada por via intravenosa de 1,8 mg por quilo de peso a cada três semanas. Os efeitos secundários com essa dose foram principalmente febre, náuseas, diarreia, baixa contagem de glóbulos brancos e neuropatia periférica.

 

Há 30 anos que não se identificava um novo medicamento contra Hodgkin, apontou o cientista, sublinhando que "o potencial impacto sobre os anos de vida é enorme, dado que a esperança média de vida para esta doença é de 32 anos".

 

Cerca de 80% de todos os pacientes com linfoma de Hodgkin atingem a remissão a longo prazo com quimioterapia padrão, que pode incluir também radioterapia. Contudo, para aqueles que não obtêm sucesso com o tratamento de primeira linha, especialmente aqueles cuja doença reincide após transplante de células estaminais autólogas, o prognóstico permanece fraco.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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