Farmácias sociais servem «interesses económicos»
31 janeiro 2002
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O presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF)
 

acusou hoje a proposta do secretário-geral do PS, de abrir cem farmácias sociais, de servir apenas para "criar cem off-shores", favorecendo "interesses económicos poderosíssimos".
 

 

Manifestando-se, em declarações à Agência Lusa,
 

"indignado" e "estupefacto" com a intenção de Ferro Rodrigues, João Cordeiro argumentou que as farmácias sociais beneficiam de "enormes isenções fiscais", mas vendem os medicamentos, cujo valor é fixado pelo Estado, ao mesmo preço que as farmácias privadas.
 

 

A isenção no pagamento da taxa social única, IRC,
 

contribuição autárquica, sisa, imposto de selo, imposto sobre sucessões e doações ou custos judiciais são benefícios das farmácias sociais, segundo o presidente da ANF.
 

 

"As instituições particulares de solidariedade social, ao
 

desenvolverem actividades empresariais, têm de suportar o ónus dos impostos. Isto é indiscutível", frisou João Cordeiro, para quem a proposta de Ferro Rodrigues "manifesta um total desconhecimento
 

sobre os problemas da Saúde em Portugal, o que é grave num
 

candidato a primeiro-ministro".
 

 

Ferro Rodrigues comprometeu-se sábado, caso seja eleito
 

primeiro-ministro, a criar cem farmácias tuteladas por entidades sociais.
 

Fonte: Lusa
 

 

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