Farmácias sociais abrem «guerra» entre ANF e Ferro Rodrigues
01 fevereiro 2002
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Ferro Rodrigues propôs a criação de cem farmácias sociais, o que deu início a uma troca de acusações com a Associação Nacional das Farmácias (ANF), que acusam o secretário-geral do PS de ceder a "lobbys".
 

 

Em conferência de imprensa, o presidente da ANF lembrou que já tinham criticado esta proposta quando Ferro Rodrigues a apresentou sábado na Convenção Nacional do PS, e anunciou que a associação vai iniciar uma campanha intitulada "O país não precisa de farmácias sociais".
 

 

Para João Cordeiro, as farmácias sociais são instituições que "não pagam impostos, mas querem estar no banquete do Orçamento de Estado", aludindo ao facto de estas entidades estarem isentas de inúmeros impostos e beneficiarem, tal como as farmácias privadas, de dinheiros do Estado através da comparticipação dos medicamentos.
 

 

As cem farmácias sociais que Ferro Rodrigues pretende criar funcionariam na dependência de entidades de utilidade pública, como as instituições particulares de solidariedade social e as misericórdias, mas onde o preço dos medicamentos seria idêntico ao praticado nas farmácias privadas.
 

 

Antes da conferência de imprensa desta quinta-feira, o presidente da ANF havia já enviado a Ferro Rodrigues uma carta na qual afirmava que tal medida servirá apenas para criar "paraísos fiscais", favorecendo "interesses económicos poderosíssimos".
 

 

Carta que o candidato a primeiro-ministro devolveu ao presidente da ANF, alegando conter expressões "insultuosas e impróprias" em relação ao PS.
 

 

Fonte: Lusa
 

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