Farmácias em zonas problemáticas suspendem troca de seringas

Programa falha onde era mais necessário

25 maio 2003
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Vítimas de assaltos, ameaças e vandalismo, muitos farmacêuticos viram-se obrigados a suspender o programa de troca de seringas lançado há dez anos pela Comissão Nacional de Luta Contra a Sida.
 

 

Criado para apoiar os toxicodependentes, o programa «Diz
 

Não a uma Seringa em Segunda Mão» acabou por falhar onde era mais necessário: nas farmácias situadas junto aos bairros de droga.
 

 

A agência Lusa contactou as 34 farmácias existentes nas zonas mais problemáticas de Lisboa e do Porto e constatou que apenas sete continuam a seguir aquele programa, trocando as seringas usadas por um «Kit» gratuito com duas seringas, dois toalhetes, um preservativo, um filtro, uma ampola de água e um folheto informativo sobre cuidados de saúde.
 

 

Inicialmente defensores do programa, os responsáveis farmacêuticos dão uma razão para terem terminado a sua colaboração: «a actuação dos próprios beneficiários do programa».
 

 

Ana Rodrigues assistiu a um assalto dentro da sua própria farmácia, Manuel Coutinho viu um cliente ser ameaçado, Sónia Castro acompanhou o drama de uma colega que foi espetada por uma seringa usada - estes são apenas alguns relatos dos farmacêuticos que se cansaram dos actos de vandalismo dos toxicodependentes.
 

 

Fonte: Lusa
 

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