Farmacêuticos definem normas de orientação terapêutica

Proposta da ordem dos farmacêuticos

12 abril 2012
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A Ordem dos Farmacêuticos elaborou uma lista com os dez grupos farmacoterapêuticos responsáveis por 77% da despesa com medicamentos e, para estes, definiu Normas de Orientação Terapêutica para os médicos escolherem o fármaco melhor e mais barato.

 

Na proposta da Ordem dos Farmacêuticos constam Normas de Orientação Terapêutica (NOT) que “não substituem, não podem substituir, a imprescindível avaliação médica, nem constituem, para o médico, a única abordagem possível em cada caso”, conforme consta no documento, a que a agência Lusa teve acesso.

 

O grupo de trabalho que realizou a proposta, coordenado por Margarida Caramona, professora da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, começou por elaborar uma lista com os medicamentos mais dispendiosos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

 

Nos primeiros lugares desta lista constam os anti-hipertensores, seguidos dos psicofármacos, antidiabéticos, antiácidos e antiulcerosos, antidislipidémicos, anticoagulantes e antitrombóticos, antibacterianos, anti-inflamatórios não esteroides, antiasmáticos e broncodilatadores e medicamentos que atuam no osso e no metabolismo do cálcio.

 

“Para cada grupo terapêutico em análise foram elaboradas NOT, consoante as patologias mais comuns para as quais o grupo terapêutico tem indicação”, dá conta o documento.

 

A Ordem esclarece que “cada norma está estruturada segundo um algoritmo de decisão com os pontos-chave considerados em cada patologia e termina na orientação seletiva para um subgrupo terapêutico ou substância ativa”.

 

A maioria das normas termina na “indicação de um grupo terapêutico e, nas situações em que se justifica, chegam até à identificação de uma Denominação Comum Internacional (DCI)”.

 

Sempre que uma NOT oriente para dois ou mais grupos terapêuticos ou substâncias ativas, e se a opção for indiferente do ponto de vista clínico, a escolha deve ser a que for economicamente mais vantajosa”, prossegue o documento.

 

O organismo que representa os farmacêuticos sublinha que “estas normas constituem uma orientação que se pretende clara, prática, objetiva, sucinta e hierarquizada, para apoiar os prescritores na gestão dos doentes abrangidos pelos quadros clínicos identificados”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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