Fantasmas são reflexo de estímulos ambientais

Estudo põem de lado as assombrações

02 julho 2003
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Abriu a caça aos fantasmas. Num estudo publicado na última edição do «British Journal of Psychology» (www.bps.org.uk), psicólogos britânicos concluíram que encontros com fantasmas, relatados por centenas de voluntários, não passam de uma resposta a estímulos ambientais.
 

 

Mais de 400 voluntários participaram do estudo, que focou dois prédios reconhecidos no Reino Unido como assombrados: os arcos de South Bridge, em Edimburgo (Escócia), que seria lar do fantasma de um menino conhecido como «Mr. Boots»; e o palácio de Hampton Court, em Surrey (Inglaterra), onde Catarina Howard, quinta mulher do rei Henrique VIII (1491 - 1547), vagaria pelos corredores.
 

 

Após caminharem pelos locais, cerca de 45 por cento dos participantes relataram pelo menos uma «experiência incomum», como vertigens, dores de cabeça, náuseas e falta de ar. Também sentiram mudanças bruscas de temperatura e a existência de uma outra pessoa no local, mesmo quando não havia ninguém.
 

 

Os investigadores então mediram espaço, movimento do ar, incidência de luz e campos magnéticos nos prédios escolhidos. «Reunidos, esses relatos sugerem que as supostas assombrações não representam prova de actividade fantasmagórica, mas são o resultado da resposta pessoal --talvez de forma inconsciente-- a factores normais», afirma o principal autor do estudo, Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire.
 

 

«As assombrações existem, no sentido em que existem locais em que as pessoas, comprovadamente, têm experiências incomuns», disse o investigador à cadeia de notícias BBC. E acrescentou: «A existência de fantasmas é um modo de explicar essas experiências.»
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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