Famoso pediatra pedófilo condenado a 124 anos

Sentença histórica no Brasil

26 março 2003
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Eugenio Chipkevich, de 48 anos, um dos pediatras mais conhecidos no Brasil, com renome internacional na área da saúde dos adolescentes, foi condenado a 124 anos de prisão em regime fechado e ao pagamento de uma indemnização equivalente a dez mil euros por abuso sexual de menores.
 

 

Uma sentença histórica que é considerada como o mais significativo alerta da justiça brasileira no combate à pedofilia, tanto mais que até crimes de sangue costumam, neste país, ter penas mais baixas. Chipkevich foi reconhecido culpado da prática de 11 crimes, entre os quais abuso sexual e atentado violento ao pudor de menores, filmagem de cenas de sexo explícito com crianças e adolescentes e dopagem desses menores para lograr os seus fins.
 

 

Tratando-se de uma figura que a sociedade brasileira se habituou a respeitar, tamanha era a sua credibilidade interna e externa (o seu nome constava da «bíblia» mundial da classe, o Who''s Who in Science and Engineering e também era membro da norte-americana Society for Research on Adolescence), o caso abalou profundamente o país e inquietou fortemente muitos pais. Sobretudo os das classes alta e média alta, uma vez que os preços praticados pelo clínico, que fazia parte do ranking dos dois mil cientistas mais importantes do século XX, eram bastante elevados. Para além disso, gozava de grande simpatia popular, pois, tendo nascido ucraniano, optou por se naturalizar brasileiro há 32 anos. Tem um filho adoptivo de dez anos.
 

 

O escândalo rebentou quase por acaso: no ano passado, na noite de 20 de Março de 2002, durante o «Programa do Ratinho», um conhecido e polémico apresentador de televisão, o Brasil, em que foi transmitido em directo as imagens pedófilas envolvendo o médico e 37 dos seus pacientes, crianças e jovens entre os nove e os 16 anos, sob efeito de medicamentos, 20 dos quais já foram identificados. Chipkevich foi detido no dia seguinte. No seu consultório de São Paulo, a Polícia descobriu 28 frascos de Dormonid, fármaco, habitualmente administrado a pessoas que se submetem a endoscopias, que provoca uma amnésia temporária.
 

 

Leia tudo no:Diário de Notícias
 

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