Famílias reduzidas afectam o meio-ambiente

Chegar à idade adulta e ficar em casa dos pais protege a biodiversidade

14 janeiro 2003
  |  Partilhar:

O crescimento demográfico é frequentemente acusado de ser um factor de degradação do meio ambiente, mas raramente se coloca a tónica na multiplicação dos lares de pequena dimensão, por vezes de uma só pessoa.
 

 

Um estudo publicado esta semana na revista britânica «Nature», refere que a família alargada, com várias gerações sob um mesmo tecto, é menos usurpadora de espaço e de recursos naturais. Por isso, afecta menos o meio ambiente que o individualismo moderno. «O crescimento rápido do número de lares, que se manifesta frequentemente por um alargamento da área urbana e se traduz num consumo por habitante mais elevado dos recursos naturais, constitui um sério desafio à biodiversidade», sublinham os investigadores da Universidade de Michigan, dirigidos por Jianguo Liu.
 

 

Os investigadores explicaram que, onde uma família alargada utilizava o mesmo frigorífico, o mesmo calorífero, a mesma máquina de lavar, hoje em dia, a divisão por «minilares» multiplica o consumo de electricidade, de água e de aquecimento.
 

 

O estudo mediu o número de lares e o seu tamanho em relação com o crescimento demográfico global em 76 países que contam com «pontos negros de biodiversidade». Isto é, zonas onde as espécies locais estão em perigo devido às actividades humanas.
 

 

Entre 1985 e 2000, 155 milhões de lares suplementares foram criados nestes 76 países, devido à redução do tamanho dos núcleos familiares. Se persistir a tendência para a individualização, serão criados nestes países 233 milhões de lares até 2015, exercendo uma pressão considerável sobre o meio ambiente.
 

 

Fonte: Lusa
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.