Famílias que fazem fertilização artificial são mais estáveis

Tratamento fortalece laços entre os casais

17 agosto 2004
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Os casais que recorrem a técnicas de reprodução assistida para conseguir ter um filho têm relações tão ou mais fortes que o grupo que não precisou de lutar contra problemas de fertilidade.
 

Investigadores da Universidade de Linkoping, na Suécia, compararam os pais de crianças geradas por fertilização in vitro aos casais que conceberam os seus filhos naturalmente.
 

Os resultados, publicados na revista Human Reproduction, sugerem que o stress do tratamento de fertilização pode fortalecer as relações ao invés de enfraquecê-las. Também demonstram que as crianças geradas por meio de técnicas medicamente assistidas são consideradas pelos pais mais atentos, sensíveis e obedientes.
 

As conclusões contradizem estudos anteriores, que tinham demonstrado o facto de casais com filhos obtidos dessa maneira geralmente «idealizam» a paternidade, mas têm dificuldades com os problemas quotidianos gerados por um filho. Segundo o nova estudo, em vez disso, parece que a alegria de conseguir ter uma criança une os casais e os ajuda a enfrentar as noites sem dormir e o choro do bebé.
 

«As famílias que usaram técnicas de fertilização in vitro tornaram-se mais estáveis e mais harmoniosas. Estavam muito satisfeitas com as suas relações logo após um tratamento bem sucedido e continuavam assim quando a criança havia completado um ano», explicou o investigador Gunilla Sydsjo.
 

No estudo, os investigadores avaliaram 110 casais que se submeteram à FIV e recolheram informações sobre a qualidade da relação, vida sexual e habilidade para lidar com a paternidade. Um número semelhante de casais que conceberam de forma natural foi questionado sobre os mesmos itens.
 

Cada casal também respondeu perguntas sobre o comportamento dos bebés. Os resultados revelaram níveis maiores de felicidade em casais que se submeteram à fertilização in vitro, desde a gestação até o primeiro aniversário da criança, momento em que a estudo foi concluído.
 

 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

Médicos na Internet
 

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