Famílias mais pobres gastam muito com saúde

Dados da Organização Mundial da Saúde

11 janeiro 2011
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As famílias portuguesas mais desfavorecidas gastam parte do seu orçamento na saúde, correndo o risco de ruptura financeira caso adoeçam, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), citados pelo jornal “Diário de Notícias”.

 

Citando dados do INE (Instituto Nacional de Estatística), o departamento da região europeia da OMS diz que, em média, as famílias mais desfavorecidas despendem 12% do seu orçamento (excluindo alimentação) em saúde, contra 7% das famílias com mais rendimentos. Os gastos chegam a atingir os 40% para 8% destas famílias, deixando-as em risco financeiro devido à doença.

 

De acordo com o relatório "Avaliação do desempenho do sistema de saúde Português", elaborado em 2010 pela OMS, Portugal tem de reduzir as barreiras à capacidade de pagamento por estes cuidados, afirmando que "o peso dos custos directos das famílias é demasiado elevado em Portugal", em comparação com outros países.

 

A OMS critica ainda que 20 a 23% do sistema de saúde seja suportado pelas pessoas, através de pagamento directo, quando a média europeia é de 17% e o ideal é ficar abaixo de 15%. Além de defender políticas nesse sentido e a subida do financiamento público, a OMS defende também que subsistemas de saúde, como a ADSE, sejam apenas complementares ao SNS.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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