Famílias em crise cortam sobretudo na comida e nos medicamentos

Dados da associação de defesa do consumidor DECO

15 junho 2010
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As famílias portuguesas em crise cortam, sobretudo, nos gastos com a alimentação e os medicamentos, continuando, contudo, a suportar gastos com bens supérfluos, alerta a associação de defesa do consumidor DECO, citada pela agência Lusa.

 

Nos primeiros 5 meses do ano, a DECO foi contactada por 5.500 famílias em situação de sobreendividamento, tendo verificado que os cortes orçamentais realizados neste lares incidiam nas contas do supermercado e da farmácia. “Na alimentação começam a optar por alimentos de marca branca e deixam de comprar alguns produtos mais caros”, explicou à Lusa a responsável da DECO pelo apoio ao sobreendividamento, Natália Nunes, acrescentando que, confrontadas com um orçamento mais reduzido, as famílias cortam também nos medicamentos, deixando mesmo de adquirir os necessários e prescritos pelo médico.

 

As despesas com serviços de telecomunicações e multimédia tendem a manter-se e as famílias demonstram também uma “grande resistência” a vender os automóveis. A especialista considera que existe “quase sempre a tentativa de manter o mesmo tipo de vida”.

 

As famílias que recorrem à DECO são geralmente compostas por um casal com um filho, com rendimentos líquidos mensais médios de 1.500 euros. A especialista aconselha as famílias a gerir melhor o dinheiro, assumindo uma postura crítica e activa para gastar menos, por exemplo, através da comparação e renegociação de valores com operadores de telecomunicações e serviços multimédia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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