Famílias comem o suficiente mas nem sempre o que preferem

Resultado de estudo a famílias

25 novembro 2014
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Estudo sobre alimentação conclui que um terço das famílias inquiridas comem o suficiente, embora nem sempre aquilo que preferem, havendo sensação de fome em 1% dos pais e crianças.
 

Algumas das conclusões já divulgadas do "Estudo de Caracterização da Pobreza e Insegurança Alimentar Doméstica das Famílias com Crianças em Idade Escolar" já tinham sugerido que cerca de um terço das 2.007 famílias com crianças inquiridas no projeto afirmavam ter alguma dificuldade em garantir alimentação suficiente, enquanto 12% estavam numa situação de insegurança alimentar que pode implicar fome.
 

"O principal resultado deste estudo é que aproximadamente 33% das famílias inquiridas na amostra afirmam comer sempre o suficiente, mas nem sempre os alimentos que querem", e referem que têm algumas dificuldades relacionadas com a adaptação às suas expetativas, disse à agência Lusa o investigador Instituto de Ciências Sociais, José Teixeira.
 

O investigador referiu que do total da amostra inquirida, ou seja, das 2.007 famílias, "11,6% estão em situação de insegurança alimentar", e na situação ligeira, "aquela em que há maior prevalência de famílias, estão 7%", enquanto "3% estão numa situação de insegurança alimentar moderada e menos de 1% estão numa situação de insegurança alimentar severa", quando "as sensações de fome alargaram-se já às crianças".
 

O conceito de famílias em segurança alimentar significa que todos os elementos têm acesso, económico e físico, em qualquer altura, a uma alimentação segura e nutricionalmente adequada às suas necessidades e preferências.
 

A insegurança alimentar pode ser moderada (quando a ingestão de alimentos foi reduzida e implica uma sensação de fome), severa (quando todos os elementos, incluindo crianças, reduziram a ingestão e têm a sensação de fome), e ligeira (quando não há fome, mas sim alguma perturbação na capacidade de dar resposta a uma alimentação adequada e há necessidade de reorganizar a sua gestão).
 

O estudo conclui que "67% da população tem acesso a uma alimentação adequada às suas preferências e uma alimentação suficiente, ou seja, apesar do contexto de agravamento das condições das famílias, mais de metade da população consegue fazer face às suas necessidades", resumiu José Teixeira.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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