Faltam estruturas para tratar Hiperactividade e Défice de Atenção

Alerta do Neuropediatra Luís Borges

15 novembro 2006
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Portugal precisa de mais médicos especialistas nas escolas e nas estruturas de saúde para tratarem a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA), alerta o Neuropediatra Luís Borges, do Hospital Pediátrico de Coimbra, durante a reunião anual da Associação de Psiquiatria Biológica.
 

 

Entre os especialistas, Luís Borges inclui Neuropediatras, Pediatras do desenvolvimento, Pedopsiquiatras, Psicólogos e Psiquiatras para adultos devidamente informados sobre a perturbação. "A maior parte dos médicos ainda não tem conhecimento do problema e de que ele se mantém até à idade adulta. Uma vez diagnosticado, deve ser seguido toda a vida", realça Luís Borges, um dos membros do grupo de reflexão sobre PHDA que organizou o encontro da Covilhã.
 

 

"Portugal é hoje um dos países a nível mundial onde há maior intervenção farmacológica nestas situações, o que é preocupante", sublinha, acrescentando que “isto acontece porque é mais fácil receitar medicamentos do que prestar apoio psico-pedagógico, que requer estruturas ao nível dos serviços de saúde que não existem".
 

 

Para o Neuropediatra, "as escolas não têm apoios de especialistas, nomeadamente ao nível da Terapia Cognitiva e Comportamental, e era fundamental que também os hospitais e centros de saúde os tivessem".
 

 

"É um problema que não pode ser diagnosticado por Clínicos Gerais, porque quem sofre de PHDA só tem 25% de défice de atenção puro. Tudo o resto são patologias associadas, como Depressão, Ansiedade, Doença Bipolar ou outras. Daí a necessidade de especialistas, porque as situações têm que ser avaliadas correctamente", explica.
 

 

Fonte: Lusa
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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Comentários 1 Comentar

Não é para todo a vida

Ao contrário do que é apontado aqui, o défice de atenção/hiperactividade não é uma problemática para ser seguida toda a vida da pessoa. Treinando o cérebro destas pessoas (retroinformação neurológica - "neurofeedback") podemos assegurar que a PHDA é reajustado e, como nós somos o nosso cérebro, o comportamento da pessoa altera-se, na maioria dos casos, para toda a vida.

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