Faltam assistentes sociais nos centros de saúde

Estudo do Centro de Estudos de Serviço Social e Sociologia da Universidade Católica

16 novembro 2009
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Faltam assistentes sociais nos centros de saúde, revela um estudo do Centro de Estudos de Serviço Social e Sociologia da Universidade Católica realizado há cerca de dois anos, a pedido da então secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Cármen Pignatelli.

 

O coordenado do estudo, Francisco Branco, revelou à agência Lusa que “há muitos centros de saúde sem assistente social ou que não tinham nenhum até há muito pouco tempo”. Existe um “número claramente insuficiente” destes profissionais nos cuidados de saúde primários.

 

O estudo revelou que os recursos também não estavam distribuídos de uma forma muito racional. Há centros de saúdes em zonas de grande densidade populacional, com uma grande incidência de idosos e prevalência de muitas doenças, em que apenas existe um assistente social. Por outro lado, há centros de saúde sem estas características com dois profissionais.

 

Francisco Branco faz, no entanto, a ressalva de que o estudo foi realizado antes da actual reforma dos cuidados primários, nomeadamente antes da constituição dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES).

 

O estudo permitiu ainda constatar que o serviço social desempenha uma “enorme mais-valia no Serviço Nacional de Saúde (SNS)” por ser um elemento de ligação entre diferentes serviços e por cobrir muitas lacunas e problemas do SNS, nomeadamente por proporcionar o acesso dos cidadãos à saúde, agilizar o atendimento, facilitar os processos de meios complementares de diagnóstico e os recursos necessários ao tratamento.

 

Francisco Branco acrescentou também que o serviço social “tem um papel muito importante na reintegração social e nos cuidados do doente após o episódio que o levou às unidades de saúde e que requer cuidados continuados, familiares ou de enfermagem”.
 

Para o especialista um dos “grandes problemas que os assistentes sociais enfrentam é de ainda continuar a predominar nos serviços de saúde a cultura biomédica, que não valoriza os outros aspectos relacionados com a saúde”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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