Faltam 736 especialistas nos hospitais

Levantamento do Ministério da Saúde

14 julho 2016
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As especialidades com mais falta de médicos nos hospitais públicos são a medicina interna, anestesiologia e psiquiatria e a instituição com maior carência de especialistas é o Centro Hospitalar do Algarve, segundo um levantamento do Ministério da Saúde.
 

Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, no despacho publicado na passada segunda-feira no Diário da República foram identificados os serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com “comprovada carência de pessoal médico, por área profissional de especialização”.
 

O diploma vai dar origem a um concurso público para contratar médicos para vagas em hospitais, “cujo preenchimento se apresente como mais premente”.
 

No total faltam 736 especialistas nos hospitais públicos do país, entre os quais se destacam os de medicina interna, os anestesiologistas e os psiquiatras. As especialidades de pediatria, ginecologia/obstetrícia, oftalmologia, cirurgia geral, oncologia e ortopedia, medicina física e reabilitação, neurologia e cardiologia são também áreas com carência de médicos nos hospitais.
 

Para o Governo é urgente minimizar as desigualdades entre cidadãos no acesso à saúde, em particular no que respeita a estabelecimentos de saúde situados mais no interior do país. O Centro Hospitalar do Algarve é onde mais se verifica falta de especialistas: um total de 51, para praticamente todas as especialidades.
 

A outra instituição hospitalar com mais carência de médicos é o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde foram identificadas 37 vagas, seguindo-se o Centro Hospitalar de Leiria e o Hospital Espírito Santo de Évora, ambos com 31 vagas por preencher.
 

Os centros hospitalares de Vila Nova de Gaia/Espinho e de Entre Douro e Vouga necessitam de 26 e 25 especialistas, respetivamente.
 

No Instituto Português de Oncologia foram contabilizados 26 especialistas em falta, a serem distribuídos por Lisboa, Porto e Coimbra.
 

Entre as especialidades com carência de médicos, a cardiologia pediátrica é a que menos falta tem, com apenas uma vaga aberta para o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.
 

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