Falta uma unidade de queimados infantil em Portugal

Declarações do presidente da Associação Amigos dos Queimados

01 junho 2009
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Dos 1.500 queimados que chegam aos serviços de saúde anualmente 38 % são crianças, revela Celso Cruzeiro, presidente da Associação Amigos dos Queimados.

 

De acordo com declarações à agência Lusa, Celso Cruzeiro explica que “as crianças são o grande grupo de risco” e que deveria existir uma unidade de queimados infantil em Portugal. “As crianças não são de maneira nenhuma adultos pequenos, exigem recursos especiais”, acrescentou o médico.

 

O cirurgião plástico revelou também que já existem hospitais onde as crianças queimadas são tratadas, nomeadamente o Hospital de S. João, o Pediátrico de Coimbra ou o Dona Estefânia, e referiu que há "know-how para tratar queimaduras", havendo, no entanto, "falta de espaço físico".

 

Contudo, na opinião de Celso Cruzeiro, "nem todos os doentes devem ser transferidos para as unidades de queimados”, sendo que alguns deles podem ser tratados em ambulatório. “Os queimados têm uma gravidade e há protocolos de actuação".

 

O cirurgião defende que é necessário criar guidelines “para as pessoas que tratam em ambulatório e abordam pela primeira vez as vítimas das queimaduras”. O tratamento em ambulatório "tem de obedecer a certas regras. E são esses protocolos e maneiras de actuar, essa parte científica, que tem de se tentar desenvolver e implementar", acrescentou o médico.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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