Falta de vínculos sociais na cidade propiciam doença mental

Estudo publicado nos “Archives of General Psychiatry”

18 novembro 2010
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A fraca ligação social ou fragmentação social poderá ser uma das principais razões para o facto de as pessoas criadas nas cidades serem mais propensas a desenvolver esquizofrenia e outros distúrbios psicóticos, em comparação com as que vivem nas áreas rurais, sugere um estudo publicado nos “Archives of General Psychiatry”.

 

"Existe uma variação substancial em todo o mundo na incidência da esquizofrenia. O padrão geográfico mais evidente nesta distribuição é que as áreas urbanas têm uma maior incidência de esquizofrenia que as áreas rurais”, explicou, em comunicado de imprensa, a equipa liderada Stanley Zammit, da Universidade de Cardiff, em Gales.

 

Para o estudo, a equipa analisou dados de cerca de 204 mil pessoas na Suécia e constatou que 328 (0,16%) tinham sido internados num hospital, nalgum momento, para o tratamento da esquizofrenia, 741 (0,35%) tinham sido admitidas com psicose não-afectiva, 355 (0,17%) com psicose afectiva (como distúrbios de humor) e 953 (0,47%) com outras psicoses.

 

Na investigação foram tidas em conta se as características individuais, académicas ou da área que habitavam estavam associadas à psicose e verificaram que "crescer em áreas urbanas estava associado com um risco aumentado de desenvolver algum distúrbio psicótico não afectivo". “E a fragmentação social foi a característica mais importante da área que explicava o aumento do risco de psicose em indivíduos criados nas cidades", apontam os investigadores.

 

Para a equipa, estes resultados destacam a “preocupação de que a integração física, por si só, não é suficiente, mas alguns dos aspectos positivos tradicionalmente atribuídas pela segregação como uma sensação de segurança localizada, a coesão e o espírito comunitário também devem ser mantidas para melhorar saúde mental dos indivíduos”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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