Falta de segurança no transporte rodoviário das crianças

Estudo realizado pela Ordem dos Enfermeiros

26 maio 2009
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Um quinto das crianças portuguesas viaja sem sistema de retenção para crianças (SRC), algumas das quais na bagageira e ao colo, revela um estudo da Ordem dos Enfermeiros realizado em 2008. Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados considerou que estes resultados são "preocupantes" mas não "surpreendentes".

 

O estudo teve por base uma acção desenvolvida pela Comissão de Especialidade de Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica (CEESIP) da Ordem dos Enfermeiros com o objectivo de avaliar a segurança do transporte rodoviário de crianças, tendo contado para o efeito com dez Operações Stop, que envolveu um total de 729 participantes.

 

O estudo revelou que 79,8 % das crianças viajavam com SRC. Das que não usavam sistema de retenção, a maioria viajava "à solta" no automóvel (74,6 %), "ao colo" (8,4 %) ou noutras situações de insegurança, como é o caso da bagageira, o que permite prever "o risco acrescido, perante uma travagem ou colisão".

 

A investigação verificou que 71 % das crianças utilizavam o SRC de "uma forma adequada".

 

Entre os erros encontrados na utilização do sistema de retenção, a Ordem dos Enfermeiros destaca o "viajar à frente sem cinto" (20,9 %), "arnês mal colocado" (20,4 %), utilização de um "SRC não adequado à idade" (19,1 %), utilização "incorrecta do cinto de segurança" (14,9 %), "indevidamente virado para a frente" (5,9 %), "cadeira mal colocada" (4,7%) e "sem apoio de cabeça" (4,1 %).

 

O estudo também revelou que, por regiões, é em Vila Real que a utilização do SRC é mais adequada (93,8 %), seguida da cidade da Horta (92,3 %), Coimbra (87 %), Lisboa (76,9 %), Angra do Heroísmo (66,2 %), Funchal e Ponta Delgada (63 %) e Porto e Faro (61,5 %).

 

De acordo com Manuel João Ramos, presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, esta situação poderia ser melhorada se o "Estado português fizesse a educação necessária para que as pessoas compreendessem o risco efectivo que há em deixar uma criança à solta no banco de trás" do automóvel. No entanto, o Manuel João Ramos considera que há hoje uma maior consciencialização dos portugueses para o problema.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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