Falta de igualdade no tratamento da Hepatite C

Declarações da presidente SOS hepatites

12 novembro 2013
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A falta de igualdade e equidade no tratamento dos doentes com Hepatite C, que em alguns hospitais têm acesso a medicamentos inovadores e noutros não, é o principal tema de um congresso nacional que hoje decorre em Lisboa.
 

De acordo com SOS Hepatites, apena três países da Europa entre os quais Portugal, ainda não têm disponíveis estes medicamentos, que podem tratar e até curar 80% dos doentes com Hepatite C.
 

“A nossa maior preocupação é a falta de medicação e de equidade e igualdade para o tratamento”, revelou à agência Lusa a presidente da SOS Hepatites, Emília Rodrigues, para quem é inadmissível que no Hospital de São João não seja disponibilizada medicação inovadora aos doentes e que no Hospital de Santo António o seja.
 

“Não podemos admitir um tratamento a que o doente tem acesso mediante a sua área de residência. Isto é uma discriminação”, acusou.
 

“Temos que começar a alertar que 20% dos infetados vão ter cirrose e vão acabar por morrer devido a isso”, afirmou, sublinhando que, com acesso aos tratamentos inovadores, a média de cura chega aos 80%.
 

Com o tratamento convencional, as hipóteses de cura andam entre os 50% e os 60%. Relativamente aos custos do tratamento, Emília Rodrigues referiu que o tratamento convencional de um doente com hepatite C custa ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) uma média de 15 a 20 mil euros por ano.
 

O tratamento que não existe – o convencional acrescido do inovador – custaria uma média de 30 mil euros por doente por ano.
 

No entanto, sublinha a responsável, os custos de não tratar estes doentes é muito superior, não só em termos sociais e humanos, como económicos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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