Falta de futebol pode causar «crise existencial»

Adeptos deprimem-se quando não há jogo

08 junho 2003
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Os adeptos e fanáticos do futebol sofrem sentimentos de perda e depressão quando termina a temporada de jogos, de acordo com uma pesquisa feita na Grã-Bretanha.
 

 

O estudo, encomendado pelo banco que patrocina a primeira divisão do Campeonato Inglês, diz que um terço dos 9,2 milhões de adeptos na Grã-Bretanha pode enfrentar problemas de «desordem afectiva», quando acaba o campeonato.
 

 

O choque tende a ser ainda mais sentido porque, devido ao Mundial de Futebol da Coreia do Sul e do Japão, os adeptos desta modalidade assistiram a cerca de 22 meses quase ininterruptos de futebol.
 

 

Os investigadores alertam os fanáticos a prestar atenção ao aparecimento de sintomas de depressão como letargia, dificuldade para conversar e sentimento de abandono – sinais que podem ser comuns também durante o campeonato nacional, caso o clube de futebol para o qual torcem não esteja no caminho da taça.
 

 

Outros sintomas apresentados pelos cientistas podem incluir a falta de concentração, a perda do sentido de orientação e alta irritabilidade. A maioria dos campeonatos europeus já terminou, e a temporada só será retomada no segundo semestre.
 

 

A pesquisa foi feita com dois mil adeptos que responderam, pela Internet, a questionários encomendados pelo banco britânico Barclays.
 

 

Também foram realizados testes com grupos, e entrevistas individuais com 29 fanáticos. Três quartos dos entrevistados disseram que o futebol é mais importante que qualquer outra coisa, e 70 por cento, que se trata de seu principal assunto quando estão a conversar com os amigos. «A dependência é parte da condição humana», disse o psicólogo John Castleton, um dos autores do estudo.
 

 

«Os adeptos de futebol claramente possuem uma relação muito profunda com seu clube, e, como resultado, quando esse alicerce é retirado repentinamente, isso pode causar uma crise existencial.» Castleton completou: «Onde há paixão, há perda».
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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