Falta de enfermeiros especialistas em saúde familiar

Alerta de uma investigadora

01 março 2016
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Há falta de enfermeiros especialistas em saúde familiar para responder às necessidades dos cidadãos, defende uma investigadora da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC).
 

A professora e investigadora da ESEnFC, Margarida Alexandra Moreira da Silva, alerta para a "necessidade de formação especializada para a prática avançada de Enfermagem de Família nos cuidados de saúde primários", denunciando "que há um desfasamento entre as orientações políticas, ou a própria teoria de Enfermagem, e o que acontece na prática clínica".
 

De acordo com uma notícia avançada pela agência Lusa, com base num estudo que envolveu 871 enfermeiros de 14 agrupamentos de centros de saúde e duas unidades locais de saúde da região Centro, a docente da ESEnfC constatou "que aqueles profissionais atribuem bastante importância a uma Enfermagem centrada no trabalho com as famílias".
 

A importância do enfermeiro de família está amplamente reconhecida, garante a investigadora, lembrando que desde a Declaração de Munique (Conferência Ministerial da Organização Mundial de Saúde, em 2000) "a figura do enfermeiro de família surge como a de um profissional que, integrado numa equipa multidisciplinar, é responsável pelo contínuo de cuidados a um grupo limitado de famílias, desde a conceção até à morte e nos acontecimentos de vida críticos".
 

Contudo, Margarida Alexandra Moreira da Silva referiu que a maioria dos enfermeiros que trabalha nos cuidados de saúde primários é licenciada em Enfermagem (habilitada para cuidados gerais), havendo, também, neste domínio de atuação, enfermeiros especialistas com formação avançada em diferentes áreas, tais como Saúde Pública, Saúde Comunitária, Saúde Infantil e Saúde Materna.
 

“Há um desfasamento entre as orientações políticas, ou a própria teoria de Enfermagem, e o que acontece na prática clínica", refere a investigadora recordando que as competências para o enfermeiro especialista em saúde familiar já estão definidas desde há cinco anos.
 

"Há cuidados especializados que não estão a ser assegurados por não existirem enfermeiros especialistas em saúde familiar", conclui Margarida Alexandra Moreira da Silva.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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