Falta de e-mail é pior que divórcio

Especialistas sofrem com os desaires das novas tecnologias

30 julho 2003
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Estar impedido de ver o seu e-mail pode ser uma experiência mais traumática do que um divórcio ou uma mudança de casa para os «viciados» nas novas tecnologias.
 

 

A pesquisa foi encomendada pela Veritas, fabricante de software de armazenamento, e foi realizada entre 800 gerentes de informática na Europa e no Médio Oriente para descobrir o grau de dependência das empresas em relação aos e-mails.
 

 

Actualmente, a forma de comunicação é tão vital para as empresas que a maioria das pessoas começa a ficar irritada após meia hora de abstinência de ligação ao seu e-mail.
 

«O e-mail transformou-se em muito mais que uma ferramenta de comunicação, o que cria uma grande responsabilidade para as empresas garantirem sempre o funcionamento do sistema», explicou Mark Bregman, da Veritas.
 

 

O estudo descobriu ainda que um quinto dos especialistas que trabalham no suporte e manutenção de nova tecnologia teme pelos seus empregos quando não conseguem consertar os sistemas de e-mails no próprio dia. «Quando os gestores de tecnologia não conseguem garantir o funcionamento dos sistemas, comprometem a capacidade da empresa de fazer negócios», aponta o responsável à BBC.
 

 

O estudo indica ainda que cerca de 99 por cento das empresas fazem regularmente backups (cópias de segurança) de e-mails e dos anexos. No entanto, é muito difícil encontrar uma mensagem específica no meio de milhares.
 

 

Cerca de metade dos gestores entrevistados disse que seria muito difícil localizar e recuperar uma mensagem específica no sistema.
 

 

Localizar uma mensagem antiga, então, pode ser praticamente impossível. Só um quinto dos entrevistados afirmou ser capaz de recuperar uma mensagem com mais de um ano.
 

 

A Veritas disse que o estudo mostra «deficiências alarmantes no sistema de gestão de e-mails, nas cópias de segurança e nos métodos de recuperação, o que representa um risco e causa um stress desnecessário para as empresas».
 

 

E, se algo acontece com o sistema de e-mails durante uma semana, a experiência pode provar ser mais traumática que mudar de casa, casar ou divorciar-se, para um terço dos que participaram da pesquisa.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

Veja texto original:
 

BBC
 

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