Falta de dopamina poderá ser indicador precoce de Alzheimer

Estudo publicado na revista “Journal of Alzheimer's Disease”

05 abril 2018
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A redução de células que libertam dopamina no cérebro poderá constituir um indicador precoce da doença de Alzheimer, atestou um estudo.
 
A dopamina é um neurotransmissor que está envolvido na regulação das respostas emocionais e no movimento. O novo estudo conduzido por investigadores do Centro de Investigação Biomédica de Sheffield, da Universidade de Sheffield, Inglaterra, detetou uma ligação entre aquela redução de células que usam dopamina no cérebro e uma menor capacidade de o cérebro formar novas memórias.
 
Os investigadores deste estudo consideram que este achado poderá revolucionar a forma como se diagnostica a doença de Alzheimer, em termos de captação e interpretação de exames de imagiologia ao cérebro e de testes de memória.
 
Para o estudo que foi liderado por Annalena Venneri e Matteo De Marco, a equipa captou imagens de ressonância magnética 3Tesla, de 51 adultos saudáveis, 30 pacientes com incapacidade cognitiva ligeira e 29 pacientes com um diagnóstico de doença de Alzheimer. 
 
As imagens por ressonância magnética 3Tesla são atualmente as que oferecem a maior qualidade de imagem. 
 
Os resultados das ressonâncias magnéticas evidenciaram uma ligação-chave entre o tamanho e função da área tegmental ventral do cérebro, o tamanho do hipocampo e a capacidade de efetuar novas aprendizagens. 
 
“Os nossos achados sugerem que se uma pequena área de células cerebrais, chamada área tegmental ventral, não produzir a quantidade correta de dopamina para o hipocampo, um pequeno órgão localizado no lobo temporal do cérebro, o mesmo não irá funcionar eficientemente”, explicou Annalena Venneri.
 
“O hipocampo está associado com a formação de novas memórias, sendo que estes achados são essenciais para a deteção precoce da doença de Alzheimer. Os resultados apontam para uma alteração que acontece muito precocemente e que pode desencadear a doença de Alzheimer”, acrescentou a investigadora.
 
Além de poder revolucionar o diagnóstico da doença, este achado poderá ainda conduzir a novas opções de tratamento, e possivelmente mudar ou travar até o percurso da doença, antes de os sintomas se manifestarem.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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