Falta de controlo dos medicamentos

Alerta do especialista em regulamentação terapêutica

09 novembro 2012
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Os riscos do uso de medicamentos fora das indicações terapêuticas e a falta de um controlo apertado em Portugal foram alvo de alerta por parte do especialista em regulamentação terapêutica José Aranda da Silva.
 

O diretor da Revista Portuguesa de Farmacoterapia salientou ainda o facto de, em Portugal, alguns medicamentos serem usados para fins para os quais estão proibidos na Europa.
 

Na opinião de José Aranda da Silva, a utilização destes medicamentos “só é aceitável pela comunidade em algumas circunstâncias”, designadamente quando não existe outro medicamento indicado para o problema em causa.
 

“O uso dos medicamentos fora das indicações terapêuticas dá-se porque é descoberto um efeito que não se esperava”, disse, exemplificando com um hipertensor que fazia crescer cabelo e que passou a ser usado para a alopecia.
 

No entanto, o uso dos medicamentos nestas circunstâncias tem de ter regras. Em Portugal o “Infarmed tem posição de avestruz, justificando, através de uma circular, que não compete à autoridade do medicamento meter-se naquilo que diz respeito à prática médica”, acrescentou.
 

José Aranda da Silva afirma que existem alguns medicamentos que não são autorizados “off label” (fora das indicações terapêuticas) em países da Europa pelas respetivas autoridades do medicamento, que “são atuantes” e que em Portugal não têm controlo pelo Infarmed.
 

O avastin, que foi proibido pela Agência Europeia do Medicamento de ser usado nos problemas de visão, continua a ser usado em Portugal para esse fim.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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