Falta de cálcio nos primeiros dias de vida tem impacto na saúde óssea e na obesidade

Estudo da North Carolina State University

27 junho 2010
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Receber bastante cálcio nos primeiros dias de vida pode ter um impacto mais profundo do que se pensava sobre a saúde óssea e até mesmo diminuir a propensão para a obesidade, sugere um estudo realizado com suínos por investigadores da North Carolina State University, nos EUA.

 

No estudo, liderado por Chad Stahl, foram acompanhados desde o nascimento 24 leitões. Durante 18 dias, os animais foram divididos em dois grupos de 12, mas apenas um deles foi alimentado com altas doses de cálcio, tendo o outro grupo recebido doses baixas deste mineral.

 

Quando analisaram as células estaminais da medula óssea, os cientistas verificaram que as dos leitões submetidos a uma dieta deficiente em cálcio pareciam ter sido programadas para se tornarem células adiposas em vez de células precursoras de osso.

 

De acordo com os cientistas, citados pela EurekAlert, estes dados alertam para o facto de a deficiência de cálcio nos recém-nascidos poder ser determinante para toda a vida, dado que predispõe os animais para terem ossos com mais gordura e menos mineral, facto que os poderá tornar mais propensos à osteoporose e à obesidade na vida adulta.

 

Uma das descobertas mais surpreendentes do estudo foi que os suínos com deficiência de cálcio tinham ossos menos fortes e com menor densidade mas os exames de sangue não acusaram nenhuma diferença nos níveis da forma hormonal da vitamina D, que regula a quantidade de cálcio no sangue. Este facto indica, segundo Stahl, que a regulação do cálcio nos recém-nascidos não é dependente da vitamina D.

 

Pelos dados do estudo, o investigador reforça a importância de os profissionais de saúde mudarem de paradigma e começarem a prevenção contra a osteoporose no início na fase pediátrica.

 

"Embora a importância da nutrição de cálcio na infância e na adolescência seja bem reconhecida, o nosso trabalho sugere que a nutrição de cálcio do recém-nascido pode ser de maior importância para a saúde óssea ao longo da vida", reforça o líder da investigação.

 

Através de um longo teste alimentar, a mesma equipa planeia agora avaliar se as alterações persistem com a maturidade sexual que ocorre, no caso dos suínos, por volta dos 8 meses.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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