Falar outras línguas pode ajudar a proteger a memória

Dados divulgados pela Academia Americana de Neurologia

28 fevereiro 2011
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As pessoas que falam mais de duas línguas correm um risco muito menor de desenvolver problemas de memória, segundo um estudo que será apresentado na 63ª Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, que se realiza em Abril, em Honolulu.

 

"Parece que falar mais de duas línguas tem um efeito protector sobre a memória dos idosos que praticam línguas estrangeiras ao longo da vida ou no momento do estudo", disse Magali Perquín, do Centro de Estudos de Saúde ("CRP-Santé") do Luxemburgo, em comunicado enviado pela Academia Americana de Neurologia.

 

O estudo envolveu 230 homens e mulheres, com uma média de idade de 73 anos, que tinham falado ou falam actualmente entre duas a sete línguas. Dos participantes, apenas 44 relataram problemas cognitivos. A pesquisa foi realizada no Luxemburgo, onde grande parte da população fala mais de duas línguas.

 

Os investigadores descobriram que as pessoas que falavam quatro ou mais línguas tiveram cinco vezes menos probabilidades de desenvolver problemas cognitivos, em comparação às pessoas que só falavam dois idiomas. As pessoas que falavam três línguas tinham uma probabilidade três vezes menor de apresentar problemas cognitivos em comparação com os indivíduos bilingues.

 

Apesar de terem chegado a dados interessantes, a líder da investigação reforçou, em comunicado de imprensa, serem necessários mais estudos “para confirmar estes resultados e determinar se a protecção do pensamento é limitada às capacidades relacionadas à linguagem ou se também se estende além disso e beneficiam outras áreas da cognição”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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