Fadiga psicológica

Cansaço dos doentes com cancro é mais psicológico do que físico

07 agosto 2004
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É frequente que os pacientes de cancro tenham uma sensação constante de cansaço sem uma causa justificada. Até agora os médicos tentaram sempre determinar uma causa para esta fadiga oncológica.
 

 

Um estudo recente, publicado na revista “Annals of Oncology” (http://annonc.oupjournals.org/), acaba de demonstrar que esta sensação tem mais a ver com a depressão dos pacientes do que com as patologias físicas, a anemia ou a debilidade do sistema imunitário.
 

 

Os resultados desta investigação alemã tratam de elucidar a origem deste cansaço que afecta muitos pacientes com cancro.
 

 

Algumas das teorias estudadas até agora relacionavam este problema com as carências nutricionais dos doentes, os transtornos do sono ou então com a anemia. No entanto, os últimos indícios apontam mais para factores puramente psicológicos.
 

 

A investigação consistiu na selecção de 70 pacientes que tinham estado em tratamentos pelo menos nos últimos três meses. Foram submetidos a provas físicas, questionários personalizados e diversas análises para avaliar o seu estado físico.
 

 

“Avaliamos possíveis mecanismos biológicos e imunológicos para entender a fadiga. No entanto, não descobrimos nenhuma relação entre este problema e a anemia ou outros marcadores do sistema imunológico afectado”, explica o director desta investigação, Fernando Dimeo.
 

 

Concluíu-se que os níveis de depressão eram superiores no grupo de pacientes com fadiga. Apesar das limitações deste trabalho, pois a depressão é um fenómeno muito subjectivo e que flutua no tempo, os especialistas mostram-se optimistas.
 

 

“A depressão parece ser um componente crítico no desenvolvimento deste tipo de cansaço próprio dos pacientes com cancro, mas ainda nos falta clarificar a relação entre ambos os factores” admitiu o professor Dimeo.
 

 

Neste momento, os investigadores ainda não têm a certeza se é a debilitação física destes pacientes que provoca a depressão ou se é mais ao contrário. Para chegar a conclusões mais precisas vão continuar com as investigações.
 

 

Fonte: El Mundo

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