Exposição pré-natal ao bisfenol A pode diminuir função pulmonar

Estudo publicado na revista “JAMA Pediatrics”

09 outubro 2014
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A exposição pré-natal ao bisfenol A (BPA), um composto químico presente em muitos plásticos, parece estar associada a uma diminuição da função pulmonar e desenvolvimento de sibilâncias persistentes na infância, dá conta um estudo publicado na revista “JAMA Pediatrics”.
 

A taxa de asma tem aumentado nas últimas três décadas. Os fatores ambientais, como o fumo do tabaco e a poluição atmosférica, têm sido identificados como fatores de risco. Adicionalmente, alguns estudos têm sugerido que a exposição ao BPA pode ter também contribuído para o aumento destas condições.
 

Neste estudo, os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Maryland, nos EUA, decidiram averiguar se a exposição ao BPA estava associada à função pulmonar. Foi medido o volume de expiração forçado no primeiro segundo de expiração (FEV1), assim como a presença de sibilâncias nos primeiros cinco anos de vida das crianças.
 

No total, os investigadores contaram com a participação de 398 pares de mães e filhos. Foram recolhidas amostras de urina durante a 16ª e 26ª semana de gestação, tendo sido também analisada a urina das crianças anualmente.
 

O estudo apurou que cada aumento de 10 vezes na concentração média de BPA na urina da mãe estava associada uma diminuição de 14,2% da percentagem de FEV1, até a criança atingir os quatro anos de idade. Esta diminuição não foi verificada a partir dos cinco anos.
 

Os investigadores verificaram também que o risco de desenvolvimento de sibilância aumentou para 54,8% por cada aumento de 10 vezes na concentração média de BPA na urina da mãe. Um aumento de 10 vezes na concentração de BPA na urina da mãe foi associado a um risco de 4,27 maior de a criança ter sibilâncias persistentes. A concentração de BPA na urina das crianças não foi associada a FEV1 ou ao desenvolvimento de sibilâncias.
 

“Verificámos que a exposição pré-natal ao BPA está inconsistentemente associada a uma diminuição da função pulmonar e aumento de sibilâncias. Se estudos futuros confirmarem que a exposição ao BPA pode ser um fator de risco para uma função respiratória alterada, esta pode ser uma nova via para a prevenção do desenvolvimento de asma”, concluíram os investigadores.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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