"Exposição pré-natal a substâncias ilícitas"

Estudo da Universidade Católica do Porto

04 fevereiro 2011
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A exposição a substâncias ilícitas durante a gravidez torna os bebés “mais difíceis” nos primeiros tempos, com “menos disponibilidade” para estímulos, como a brincadeira, revela um estudo realizado pelo Centro de Estudos em Desenvolvimento Humano da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP) da Universidade Católica do Porto.

 

Neste estudo inédito Maria Raul Xavier avaliou a exposição a substâncias como heroína ou metadona imediatamente após o nascimento, entre os dois e três anos e aos 10 anos.

 

A investigadora, explicou à agência Lusa a maioria das crianças avaliadas passou por um período de privação, com os respectivos e sofridos sintomas, físicos e não só. O estudo baseou-se, contudo, no seguimento das crianças, após o período de privação.

 

Durante o período neonatal, o estudo detectou “diferenças significativas entre o grupo de crianças expostas e o grupo de comparação constituído por crianças não expostas a substâncias ilícitas, sem qualquer patologia médica, nascidas na mesma unidade hospitalar na mesma época que o grupo exposto”.

 

As crianças expostas registaram “períodos de alerta menos estruturados e com menos disponibilidade para os estímulos do mundo exterior, uma maior necessidade de apoio do examinador para que o bebé tenha um bom desempenho e menor capacidade reguladora”.

As crianças expostas a estas substâncias demonstraram “menos robustez e endurance [resistência], testemunhando as dificuldades que estes bebés têm de se manterem, necessitando de mais ajuda do cuidador e também a maior dificuldade para se defenderem de estímulos negativos e organizarem o controlo interno sobre as reacções motoras e autonómicas que podem interferir na relação que estabelecem no meio”.

 

O estudo conclui que estes são bebés mais difíceis os quais também demonstraram “diferenças no que diz respeito ao peso, comprimento e perímetro cefálico”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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