Exposição das crianças ao sol em horas impróprias

Pais contribuem para aumento risco do cancro

02 julho 2013
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Os pais que expõem os filhos ao sol nas “horas impróprias”, estão a contribuir para “um risco desmesurado” de baixarem a imunidade das crianças e contraírem cancro de pele, alerta o presidente da Sociedade Portuguesa de Dermatologia.


Américo Figueiredo revelou à agência Lusa que as queimaduras solares na infância determinam duas situações “extremamente importantes”: O risco aumentado de contrair melanoma ao longo da vida e a imunossupressão.


“Uma intensidade muito grande de sol na infância pode levar a situações de imunidade diminuída”, que “também é importante na saúde global da criança”, disse o dermatologista.


O presidente da Associação Espanhola de Dermatologia e Venereologia, José Carlos Moreno, classificou recentemente de maus-tratos infantis o facto de uma criança estar na praia sem proteção.


Questionado pela Lusa sobre se concorda com esta afirmação, Américo Figueiredo afirmou que não o diria dessa forma. “Eu diria que os pais, ao exporem uma criança ao sol, às horas impróprias, estão a contribuir para um risco desmesurado, quer do ponto de vista da imunidade, quer do ponto de vista do risco futuro de vir a contrair cancro da pele e o pior de todos, o melanoma”, sublinhou.


De acordo com o especialista, a afirmação do responsável espanhol “faz sentido, na forma bombástica como o fez”, para alertar as pessoas. As pessoas já sabem dos riscos que correm ao exporem-se ao sol sem proteção e nas horas de maior risco, mas muitas mantém o mesmo comportamento.


“A última forma que falta é transmitir informação agredindo”, disse, sustentando: “A transmissão agressiva dos factos, que o professor José Carlos Moreno fez, será de alguma forma aquilo que falta ouvir”.


“Se um pai ouve que às horas impróprias [11:00/16:30] ter uma criança ao sol é a mesma coisa que maus-tratos infantis (…) leva a que este reaja, interiorize e se comporte de forma diferente”, acrescentou.
 

As crianças não devem apanhar sol antes de um ano de idade. Depois desta idade, os cuidados devem ser redobrados, disse, alertando que “os melanomas surgem habitualmente em pessoas que tiveram queimaduras solares em criança”. “Os casos de melanoma estão a aumentar de forma consecutiva, teremos durante 2013 cerca de mil novos casos de melanoma”, alertou.


Os casos são diagnosticados cada vez mais precocemente e com melhor prognóstico, mas o número de casos aumenta anualmente sete a oito por cento em Portugal e na maioria dos países europeus, acrescentou.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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