Exposição ao sol pela manhã pode provocar menos danos à pele

Estudo publicado na revista “Proceedings of the of the National Academy of Sciences”

28 outubro 2011
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Um estudo da University of North Carolina em Chapel Hill, EUA, indica que o tempo de exposição à radiação ultravioleta nas primeiras horas da manhã ou ao final da tarde pode influenciar o aparecimento de cancro da pele.

 

No estudo, publicado na revista “Proceedings of the of the National Academy of Sciences”, foi verificado que a exposição à radiação ultravioleta durante a manhã e ao final da tarde aumentou o risco de cancro da pele em ratinhos na ordem dos 500%. No entanto, o ritmo circadiano dos ratinhos difere do dos seres humanos; esta diferença fundamental na biologia significa que os humanos têm uma maior protecção contra os raios nocivos do sol, enquanto os ratinhos e as toupeiras - criaturas nocturnas - são mais susceptíveis.

 

"Portanto, a nossa investigação sugere limitar os banhos de sol - ou visitas aos solários – à parte da manhã, reduziria o risco de cancro da pele em seres humanos", apontou, em comunicado, o principal autor do estudo Aziz Sancar e Sarah Graham Kenan, professora de bioquímica e biofísica. Os cientistas acrescentam que, no entanto, outros estudos em humanos são necessários antes de elaborarem recomendações definitivas.

 

Num estudo anterior, a equipa de Sancar já tinha demonstrado que uma proteína denominada XPA, responsável pela reparação dos danos ao ADN causados pela radiação ultravioleta, aumentava e diminuía durante o dia. No presente estudo, a equipa analisou a natureza cíclica dessa molécula, procurando a sua possível influência no aparecimento do cancro da pele.

 

Depois de exporem dois grupos de roedores a uma radiação ultravioleta- às 4h e às 16h – esperaram pelo desenvolvimento do cancro. Os ratinhos irradiados quando a actividade de reparação se encontrava ao mínimo desenvolveram tumores muito mais rápido e com maior frequência, em comparação com os roedores expostos aos raios ultravioleta quando a função da proteína de reparação estava no seu ponto máximo.

 

Os investigadores prevêem que os seres humanos tenham uma maior taxa de reparação do ADN na parte da manhã, e, portanto, seriam menos propensos aos efeitos cancerígenos da radiação ultravioleta durante este período.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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