Exposição ao fumo do tabaco associada a problemas respiratórios prolongados

Estudo realizado pela University of Arizona

23 maio 2012
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A exposição ao fumo do tabaco pode ter efeitos nefastos na saúde das crianças que se podem estender para além da infância, revela um estudo que irá ser apresentado na American Thoracic Society 2012 International Conference, que está a decorrer em São Francisco, nos EUA.

 

Apesar de uma proporção significativa de crianças em todo o mundo estarem expostas ao fumo do tabaco, principalmente como resultado do hábito tabágico dos pais, há pouca informação sobre o seu efeito a longo prazo. ”Estudos anteriores têm demonstrado uma associação entre o tabagismo dos pais e o desenvolvimento de problemas respiratórios na infância, mas neste estudo propusemo-nos a demonstrar se estes efeitos persistiam na idade adulta”, revelou em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Juliana Pugmire.

 

Assim, para a avaliar o impacto da exposição do fumo do tabaco na idade adulta, os investigadores da University of Arizona, nos EUA, contaram com a participação de 371 indivíduos que tinham participado num estudo epidemiológico prévio, o Tucson Epidemiological Study of Airway Obstructive Disease (TESAOD). Os participantes, que tinham menos de 15 anos, foram acompanhados até à idade adulta tendo os investigadores recolhido também informações sobre os hábitos tabágicos dos pais.

 

Os investigadores analisaram a prevalência de asma, síbilos, tosse e tosse crónica tendo dividido os participantes em quatro grupos distintos: os que nunca tinham reportado qualquer sintoma durante a infância ou idade adulta; os que nunca tinham apresentado sintomas na infância mas tinham reportado pelo menos um incidente na idade adulta; os, que pelo contrário, tinham reportado pelo menos um incidente na infância e nenhum na idade adulta e os que tinham apresentado sintomas, pelo menos uma vez, na infância e na idade adulta.

 

Com base na análise dos dados fornecidos pelos participantes foi constatado que 52,3% das crianças foram expostas ao fumo do tabaco desde a nascença até aos 15 anos de idade. Após terem tido em conta o sexo, idade e os hábitos tabágicos dos participantes, os investigadores concluíram que a exposição na infância ao fumo do tabaco estava associada com a persistência de sintomas respiratórios, nomeadamente síbilos, tosse e tosse crónica.

 

“A persistência de síbilos desde de a infância até à idade adulta tem vindo a ser associada com uma diminuição da função pulmonar. A bronquite crónica, definida como tosse crónica com expetoração, é um fator de risco da doença pulmonar obstrutiva crónica. Assim, a persistência de sintomas como tosse crónica e síbilos, no início da idade adulta, podem ser indicadores de risco de desenvolvimento de problemas respiratórios crónicos”, explicou a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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