Exposição a ruído intenso pode provocar problemas respiratórios

Estudo do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e da Universidade do Porto

13 março 2006
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A exposição permanente a um ruído intenso pode provocar, a longo prazo, problemas respiratórios como pneumonias ou síndromes gripais repetidos, conclui um estudo do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
 

 

No trabalho, os investigadores realizam provas respiratórias em cerca de 40 operários, sobretudo mulheres e com mais de 10 anos de actividade, de uma empresa têxtil do Norte do país, que apenas consistiram em soprar e respirar para determinados aparelhos que fazem a medição de parâmetros respiratórios. Depois, os investigadores compararam os dados recolhidos junto dos trabalhadores da empresa têxtil aos parâmetros obtidos em cerca de 40 funcionários da administração pública.
 

 

Esta investigação surgiu na sequência de um estudo realizado anteriormente com cerca de 100 ratinhos, que foram submetidos a um ruído intenso durante oito horas diárias e por um longo período de tempo. Os investigadores concluíram que, além da perda da capacidade auditiva, os ratos sofreram lesões no aparelho respiratório.
 

 

Os investigadores portugueses observaram a destruição parcial de cílios respiratórios dos ratinhos expostos ao ruído, sendo que os cílios são como que pequenas vassouras que limpam o aparelho respiratório. "Os cílios eliminam agentes infecciosos - partículas, pólenes, bactérias e vírus - que inspiramos sem o sabermos diariamente", disse o investigador, médico e professor do ICBAS.
 

 

Fonte: Lusa
 

MNI- Médicos na Internet
 

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